quarta-feira, 24 de março de 2010

Como os Cães Enxergam?


Muita gente acha e diz por aí que os cães enxergam em preto-e-branco.

Para quem não sabe, os cães enxergam sim em cores, não da mesma maneira que nós, mas enxergam. Para os cães, as cores verde, amarelo, laranja e vermelho não têm diferença nenhuma. É uma espécie de daltonismo. Mas eles conseguem diferenciar as cores violeta, azul e verde.

Muitos estudiosos creem que o cão enxerga um tom de amarelo quando olha para as cores vermelho, verde e amarela, e seria exatamente por isso que eles não conseguiriam diferenciá-la. Em resumo, os cães enxergam cores, mas com menos matizes e menos precisão que nós, que conseguimos diferenciar cerca de 10 milhões de cores e combinações diferentes.


Por outro lado, eles tem a capacidade de perceber tantos tons de cinza que é quase impossível testar completamente este talento, em função de nossas próprias limitações. A explicação mais aceita para este fenômeno é que os canídeos antigos, antepassados de nossos cães, eram caçadores noturnos e a diferenciação dos tons de cinza era muito mais importante que a visão das cores.

E como todos os predadores, os cães identificam rapidamente objetos em movimento. Isso era fundamental para seu bom desempenho na caça. Ainda hoje existem numerosas raças que “caçam com a visão”, como os galgos, whippets e quase todos os lebréis. Este é um fator dos mais desenvolvidos na visão canina, podendo, em campo aberto, distinguir objetos do tamanho de um gato em movimento a quase 1.000 m. Por outro lado podem demorar a enxergar um objeto parado que você tenta mostrar a 1 metro de distância.

Por isso é mais fácil chamar a atenção de seu amigo com movimentos e sinais.

Os cães não enxergam melhor ou pior que nós, apenas o fazem de uma forma diferente.

terça-feira, 23 de março de 2010

LEISHMANIOSE VISCERAL (L. V.)


A doença:

A leishmaniose visceral é uma doença provocada pelo protozoário Leishmania leishmania chagasi em nosso continente.

A doença no homem:

Os principais sinais da LV no homem são
esplenomegalia e febre irregular prolongada;
outros sinais incluem perda de peso, palidez, hepatomegalia, linfonodos aumentados, anemia, tosse e diarréia.

A doença pode ocorrer em crianças e adultos, porém a maioria dos casos ocorre em crianças pequenas e adultos imunossuprimidos (doentes submetidos a quimioterapias diversas e aidéticos).

A doença no cão:

O cão é o principal reservatório urbano da leishmaniose visceral e muitas vezes pode ser assintomático.
Entre os sinais da doença os cães afetados apresentam:
queda de pelos,
descamação da pele,
perda de peso,
linfonodos aumentados,
mucosas pálidas e crescimento das unhas.
No cão ainda não se evidenciou situações terapêuticas que levem à cura definitiva.

Transmissão:

A forma de transmissão se dá através da picada do inseto vetor infectado conhecido como flebótomo.

Os flebótomos são pequenos mosquitos que picam o homem e os animais logo após o pôr do sol ou a noite e podem ser encontrados no interior das residências.

Outras formas de transmissão podem ser através de transfusões sangüíneas (homem e cão), acidentes de laboratório (homem) e em casos raros de forma transplacentária (homem).

Diagnóstico:

*Para estabelecer um diagnóstico humano procure um médico e para seu cão procure um médico-veterinário*

Clínico - conjunto de sintomas e existência da doença na região.
Sorológico:
Reação de Imunofluorescência Indireta
Reação de Fixação de Complemento
Elisa
Visualização do parasito:
exames de esfregaço de bordas de ferida
exames de esfregaços de aspirados da medula óssea, linfonodos, baço e fígado;
exames de esfregaço de pele cortes histológicos de pele, fígado, baço
cultura de materiais orgânicos (medula óssea, sangue, pele)

Tratamento:

Em humanos é viável e bem sucedido quando o diagnóstico é dado em tempo hábil
Nos cães o tratamento é viável e embora não ocorra cura, os animais submetidos ao tratamento possuem boa qualidade de vida e remissão total dos sintomas.
O tratamento pode suprimir a condição infectante.


Controle:
- Tratamento de humanos doentes;
- controle de cães vadios / controle das importações de cães / e controle das exposições caninas;
- precauções ecológicas com desmatamentos;
- controle do vetor nos meios urbanos e rurais;
- diagnóstico com tratamento ou eutanásia dos cães positivos;
- vigilância epidemiológica e levantamento sorológico da população canina;
- educação sanitária;
- trabalho colegiado entre as profissões liberais envolvidas.

COMENTÁRIOS:

É essencial que o controle seja levado a sério pela autoridades públicas e também pelos cidadãos; como já foi dito, o tratamento humano e canino alcançam bons resultados.

Para o tratamento canino procure um médico-veterinário especializado.
É essencial também o combate ao vetor: nas residências o controle pode ser feito mensalmente e nos cães a cada 15 dias.

Esteja sempre atento às informações adicionais promovidas dentro da sua comunidade e se o seu cão apresentar sinais de doença procure um médico-veterinário que ele poderá lhe dar a melhor orientação para melhor cuidar de seu animal.

Dr. Vitor Márcio Ribeiro – CRMV-MG 1883
Fonte: Site Clínica Santo Agostinho

quarta-feira, 17 de março de 2010

PLANTAS ORNAMENTAIS TÓXICAS

PLANTAS ORNAMENTAIS TÓXICAS

Renato Faria Sanches - Médico Veterinário

FATORES PARA QUE OCORRA A INTOXICAÇÃO:
Idade (filhotes são mais susceptíveis pela curiosidade)
Fastio
Mudanças à sua volta

FONTE DE PLANTAS TÓXICAS:

PLANTAS DE VASO:
Dieffenbachia picta (comigo ninguém pode)
Monstera sp (costela de adão, dragão fedorento, 7 facadas)
Alocasia sp (orelha de elefante, orelha de burro, pulmão de aço)
Nerium oleander (espirradeira)
JARDINS E QUINTAIS:
Ricinus comunis (mamona)
Iris sp
Tulipa sp
Rhododendron sp (azaléa)
Arbus precatorius (olho de cabra)
Euphorbia pulcherrina
Philodendron sp (cipó-imbé, barra de macaco, filodendro)
Nicotiana tabacum
Narcisus sp

PLANTAS QUE CAUSAM GASTRITE E ESTOMATITE
Amaryllis sp
Rhododendron sp
Tulipa sp
Narcisus sp
Iris sp
Euphorbia pulcherrina (bico de papagaio)

* A azaléa produz uma toxina (antrometotoxina); uma pequena quantidade é capaz de provocar a intoxicação que ocorre após 6 horas. Há um aumento de defecação (não é diarréia), porém dificilmente causa a morte.
Tratamento: sintomático + fluidoterapia

PLANTAS QUE CAUSAM GASTRITE E ENTERITE
Abrus precatorius (toxina é a abrina)
Ricinus comunis (toxina é a ricina)

*O Abrus precatorius possui a toxina (uma proteína) mais potente conhecida, onde meia semente é capaz de matar uma pessoa. Oanimal apresenta diarréia catarral hemorrágica intensa, ocorrendo óbito após 24h se não tratado.
Tratamento: lavagem gástrica + protetor de mucosa

PLANTAS QUE CAUSAM ESTOMATITE E GLOSSITE
Dieffenbachia picta
Monstera sp
Alocasia sp
Philodendron sp
* a toxina é uma substância semelhante à uma proteína, que promove liberação de histamina pelos mastócitos. Pode promover edema de glote e o animal morrer por asfixia.
Tratamento: anti-histamínico + diurético

PLANTAS QUE ATUAM SOBRE O SNC

De uso lícito:
Nicotina tabacum (princípio ativo= nicotina)
* age em receptores nicotínicos colinérgicos (ação semelhante ao curare). Em doses pequenas, provoca excitação, tremores musculares e ataxia. Em doses altas provoca depressão.
Tratamento: bloqueador ganglionar do tipo não despolarizante, que é um antagonista da nicotina quando o animal está excitado (ex:mecamelamina). Respiração artificial quando o animal está na segunda fase ( fase de depressão ). É importante realizar diagnóstico diferencial com intoxicação por organofosforados, onde se usa atropina.

De uso ilícito:
Datura stramonium (saia branca, trombeta)
Pricípio ativo: alcalóides tropânicos (escopolamina, niosciamina, atropina).
Atuam em receptores colinérgicos muscarínicos. Os sintomas são alucinações, delírios, secura das secreções, taquicardia, midríase, pele seca e quente emeteorismo.
Tratamento: anticolinesterásico, antagonista colinérgico (neostigmina). Para auxílio diagnóstico, deve-se coletar urina, instilar no olho do camundongo e observar midríase.
Cannabis sativa (maconha)
Princípio ativo: THC (tetrahidrocanabiol)
Os sintomas são: animal depressivo e às vezes agressivo quando estimulado, olhos "vidrados", perda de noção de ambiente.
Tratamento: estimulante inespecífico de SNC, pentileno tetrazol(0,25 mg/Kg) + anequetamina (analéptico respiratório).

PLANTAS DE AÇÃO CARDIOTÓXICA
Digitalis purpura (dedaleira)
Nerium oleander (espirradeira)
Princípio tóxico: glicosídeos cardioativos (aumentamos níveis de digoxina), atuam na bomba de NaK ATPase.
Os sintomas são: bradicardia, aumento da força decontração cardíaca, fibrilação cardíaca, com os bat. chegando perto de 20/min., a morte estápróxima.
Tratamento: antiarrítmico, procainamida (100-500 mg) , cloridrato de potássio (monitorar pelo ECG).

Renato Faria Sanches
Médico Veterinário


Fonte - http://www.saudeanimal.com.br/artig109.htm

A cachorinha está com gravidez imaginária?

Muito comum acontecer com cadelas que passam pelo cio e não engravidam. Elas ficam manhosas, a barriguinha cresce, e até sai leite nas tetas.

Um medicamento que resolve, é barato e não traz efeitos colaterais, é homeopático: Pulsatilla.
Qualquer farmácia homeopática manipula.

Veja abaixo um comentário técnico:

"Tratamentos homeopáticos para corrigir os desequilíbrios hormonais são suaves e seguros, contribuindo para cura desse problema sem efeitos colaterais, mas é preciso persistência e paciência. Os medicamentos de escolha para a maioria dos casos de pseudoprenhez são os remédios homeopáticos a seguir: pulsatilla, indicado para fêmeas que apresentam disposição suave, gentil, dócil, obediente. E o Lac cainnum, também conhecido como Dog´s Milk, usado com o objetivo de secar o leite em cadelas que apresentam leites na glândula mamária, fraqueza e prostração (BOERICKE et. al., 1997; BÓBANY , 2007)."

terça-feira, 16 de março de 2010

Frontline caseiro...

Mesmo com o orçamento apertado, não podemos deixar de cuidar do nosso bichinho!


Como fazer um Frontline caseiro

Ingredientes:
1 litro de álcool - compre álcool de cereais - é melhor do que o de supermercado
30 pedras de cânfora,
1 pacotinho de cravo da índia
1 copo de vinagre branco
Obs: não leva água

Modo de fazer:
Misture tudo e deixe em infusão até dissolver a cânfora.
Misture todos os ingredientes, coloque num borrifador de plantinhas.
Use bastante nos pêlos dos peludos(cães e gatos), na casa depois de varrer, nas casinhas deles... até em você pois o efeito repelente serve contra mosquitos em humanos também.

Carrapatos aparecem ás vezes, pois o vento traz, mas morrem na hora!

Quando a situação tá crítica é só borrifar antes do banho para tirar uma parte da "turma" e depois do banho, com o pelo seco, para manter.

Fonte: Internet

Alimentação justa



Já pensou em uma alimentação para cães e gatos que traga todos esses benefícios?

Redução da queda de pêlos;
Desaparecimento ou redução de alergias alimentares;
Mais disposição e vitalidade;
Aumento da fertilidade em machos e fêmeas;
Redução do acúmulo de “tártaro” (cálculo) dentário e do mau hálito;
Risco sensivelmente menor de torção gástrica;
Aumento da resistência a doenças;
Aumento da resistência a pulgas e carrapatos;
Aumento da imunidade natural;
Aumento do tônus dos músculos da face;
Fezes com uma fração do volume e com muito menos odor;
Desaparecimento ou redução do “cheiro de cachorro”;
Desaparecimento ou redução da lágrima que mancha os pêlos;
Diminuição do risco de doenças renais, hepáticas e cardíacas;
Diminuição dos hábitos de coprofagia;
Menos despesas com raspagem de “tártaro”, produtos anti-pulgas, banhos e consultas;
Segurança: você é quem escolhe e prepara o que seu cão ou gato vai comer;
Mais prazer e sabor na vida do seu animal!

Pois isso foi recortado do site:
http://www.cachorroverde.com.br/

Site lindo. Vale a pena conhecer.

O circo das pulgas

Seu animal é sempre limpinho. A caminha dele está sempre cheirosa e sua casa é um brinco! De repente o cão dá aquela característica…. coçadinha na orelha. E aí você descobre… pulgas!

É assim mesmo, eu não sei de onde esses bichos saem. Mesmo quando o cão permanece em casa as pulgas aparecem… há quem diga que o vento as carregam! Exagero ou não as pulgas e os carrapatos podem trazer doenças seríssimas, podendo levar à morte.

Um dos problemas da pulga é o Dipylidium. Um verme que causa coceira no ânus do animal. Você já viu cachorro que senta e fica arranstando o bumbum no chão? Isso, ele pode estar com verme. Esse verme mora no interior da pulga e quando o cachorro morde ou engole a pulguinha é infectado. É por isso que não devemos matar a pulga que catamos.

Se você for fazer aquele pente fino no peludo, providencie um pote com alcool e vá depositando as pulguitas diretamente lá, resistindo à vontade de esmagá-las como um piolho. Imagina se você mata a pulga e depois sem querer acaba tendo contato com o sanguinho que ficou parado na sua unha!

Sugestão de controle:
1. Manter a casa limpa. O melhor é usar um aspirador de pó. Os ovos de pulga se desenvolvem no ambiente.
2. Use anti pulgas. Tem vários no mercado. Os melhores e mais práticos são os vendidos em pipeta. Eu já experimentei muitos, o que uso hoje é a pipeta da Frontline, o efeito dura 3 meses e custa em média R$40,00. Se quiser pesquisar sobre os produtos o site é esse: http://br.merial.com/frontline/
3. Mantenha o cachorro limpo. O banho pode eliminar algumas pulgas residentes.

O assunto pulga é bem extenso.
A dica mais valiosa é: fique de olho para evitar infestações.